Comerciante bem-sucedida, Célia não vive da politica

ARCOVERDE (PE) – Natural de Buique, cidade vizinha, Célia Almeida, 60 anos, tem cinco filhos, sendo três adotivos. Chegou a Arcoverde com nove anos de idade, porque o pai, sapateiro, buscou a cidade por ser mais desenvolvida, com clientela maior para garantir o que perseguida: o sustento da sua família. Embora esteja há 28 anos com mandato, percebendo salário de R$ 10 mil, a parlamentar não é política profissional nem depende da atividade para sobreviver.
Antes mesmo de ingressar na vida pública nos anos 80, já era uma comerciante bem-sucedida no ramo de confecções, onde tem uma loja, aberta há 42 aos, funcionando até hoje no centro da cidade com uma boa clientela. Chegou a abrir uma fábrica de confecções que funcionou por muito tempo, com filiais no Recife e clientes até na Grécia. “Minhas roupas chegaram a ser exportadas numa época em que havia um mercado bastante lucrativo”, destaca.
Nas eleições em que disputou, Célia teve 651 votos em 88, elegendo-se pela primeira vez vereadora pelo PTB.  Em 92, já filiada ao PFL, sua votação caiu para 586 votos, mas o suficiente para garantir a reeleição. Em 96, no PDT, teve 1.479 votos e em 2000 saiu das urnas como a mais votada – 1.736 votos, desta feita de volta ao PFL. Em 2004, já no PMDB, obteve 1.155 votos, em 2008, no PR, 1.047 votos. Em 2012, também no PR, 2.016 votos e agora 1.438 votos, sendo filiada ao PSB.
Ao longo dos sete mandatos anteriores, a vereadora presidiu a Casa por um mandato e está se articulando para ser eleita presidente no próximo biênio, cuja eleição está marcada para 1 de janeiro, data da sua posse para o exercício do oitavo mandato. “A Câmara voltará a ter uma mulher-presidente para trabalhar com uma mulher-prefeita”, brinca.
HISTÓRIA –
A povoação do município se deu em torno da construção da igreja do povoado de Olho d’Água, do qual se originou Arcoverde.  Em 1841 a Câmara de Cimbres, sob a presidência de Isidoro Camelo Pessoa de Siqueira Cavalcanti, enviou ao governo da Província, para apresentação à Assembleia Legislativa, uma representação dos habitantes de Olho d’Água, pedindo a nomeação de um juiz de Paz, em vista de já possuírem uma capela curada desde o dia 28 de fevereiro desse mesmo ano.
Em 02 de maio de 1844 o povoado de Olho d’Água tornou-se 2º distrito do município e freguesia de Cimbres, em decorrência da Lei Provincial nº 142. Em 09 de setembro do mesmo ano, em sessão extraordinária da Câmara de Cimbres, foram nomeados juízes de Paz do distrito de Olho d’Água os senhores Joaquim Severiano de Albuquerque, Joaquim Rodrigues de Araújo, João Cordeiro do Rego e Leonardo Pacheco Couto (tratando-se este de Leonardo Pacheco Couto Filho, ou Leonardo “Duque”, sexto filho do casal Leonardo Pacheco Couto e Ana Antônia Cordeiro do Rego).
Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, o primeiro cardeal do Brasil e da América Latina, conhecido por Cardeal Arcoverde, nasceu na Fazenda Fundão, em Olho d’Água, que era vizinha à Fazenda Santa Rita, do seu avô materno, Leonardo Pacheco Couto.  Em 1865, no vale formado pelos serrotes do Retiro e do Cruzeiro, e da serra da Aldeia Velha, o aglomerado de casas que se havia formado já apresentava aspecto de um povoado. Nesse ano, foi reconstruída a igreja de Nossa Senhora do Livramento, mandada erigir por Leonardo Pacheco do Couto.
Nessa época começaram a surgir as primeiras casas de comércio e, em 1891, o desenvolvimento do povoado era tamanho que o então município de Cimbres elevou-o à categoria de distrito, anexando-o ao seu território. Pouco tempo depois, no entanto, voltou a ser simples povoado, situação que permaneceu por quase 20 anos. O topônimo foi mudado para Olho d’Água dos Bredos e a primeira menção a essa nova denominação aparece em 1890, na ata de uma das sessões do Conselho da Intendência do Município de Cimbres.
Em 1º de julho de 1909 a Lei Estadual nº 991 elevou o povoado de Olho d’Água dos Bredos à categoria de vila. Uma Resolução do Conselho Municipal de Cimbres, comunicada ao governador em ofício de 19 de março de 1912, mudou a denominação de Olho d’Água dos Bredos para Rio Branco, em homenagem ao Dr. José Maria da Silva Paranhos Jr., o barão do Rio Branco, histórico chefe da diplomacia brasileira, falecido no dia 10 de fevereiro desse mesmo ano.
A Lei Estadual nº 1.931, de 11 de setembro de 1928, criou o município de Rio Branco formado pelo território do distrito de mesmo nome, desmembrado de Pesqueira, acrescido de parte da Fazenda Tatu, desmembrada de Buíque. Essa mesma lei concedeu ao distrito de Rio Branco foros de cidade e sede do município. Foi instalado em 1º de janeiro de 1929 e o seu primeiro prefeito, eleito no dia 30 de setembro de 1928, foi o Cel. Antônio Japyassu.  Em divisão administrativa referente ao ano de 1933 o município é constituído apenas do distrito sede. A comarca de Rio Branco foi criada em 13 de junho de 1934 através do Decreto nº 305, sendo instalada no dia 18 do mesmo mês, pelo juiz Agrício da Silva Brasil.
Pelo Decreto-lei Estadual nº 952, de 31 de dezembro de 1943, o município, termo e comarca de Rio Branco tiveram o topônimo alterado para Arcoverde, em homenagem ao Cardeal Arcoverde, natural do município, falecido no Rio de Janeiro, no dia 18 de abril de 1930. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960 o município é constituído apenas do distrito-sede, assim permanecendo em divisão territorial de 2005.

Reportagem do Blog do Magno
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