Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI) realizará Semana de Popularização da Ciência


Instalado no município de Itacuruba, no Sertão de Pernambuco, o Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (Oasi), em funcionamento desde 201, desenvolve o projeto IMPACTON que tem como objetivo a instalação e operação de um observatório astronômico dedicado à pesquisa de pequenos corpos do Sistema Solar. Esta iniciativa integra o Brasil aos programas internacionais de busca e seguimento de asteroides e cometas em risco de colisão com a Terra e fortalece a atuação nacional do ON. 
No OASI, o projeto, dedicado à pesquisa de pequenos corpos do Sistema Solar, é intitulado IMPACTON OASI. Além de pesquisas científicas, a instituição promove também ações para fornecer conhecimento à população de forma gratuita com visitantes de escolas e universidades, além da população local. No dia 31 de maio, será realizada a Semana de Popularização da Ciência do Semiárido Brasileiro (SPCSB), evento aberto à comunidade. O OASI é vinculado ao Observatório Nacional (ON), instituição de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com sede no Rio de Janeiro.
O telescópio – segundo maior em solo brasileiro – recebeu da União Astronômica Internacional (IAU), instituição máxima da área de astronomia, o código único de identificação: o Y28. Com isso, entra na rota mundial dos programas de busca por corpos que têm risco de colidir com a Terra. Os programas, em sua maioria, estão concentrados no Hemisfério Norte.
O Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI) além da operação pioneira do telescópio robótico, permite a colaboração com outras instituições e projetos do ON, integrando objetos de pesquisa, gerando publicações científicas e formando recursos humanos.
As observações astronômicas realizadas no OASI visam estudar as propriedades físicas desses objetos, recém-descobertos ou não, tais como: período de rotação, direção do eixo de direção, forma do objeto e índices de cor. Foi esse objetivo científico que determinou a escolha e a instalação de um telescópio de pequeno campo, que não é apropriado para a busca de sistemática de NEOs. Os resultados das observações do OASI contribuem para aumentar o conhecimento sobre a natureza desses corpos, o que é essencial para a prevenção de catástrofes que afetem nosso planeta e a humanidade.

O telescópio robótico tem 4,2 metros de altura, espelho de um metro e pesa 3,2 toneladas. Em solo brasileiro, só perde para o de Minas Gerais. Os estudos para escolha do sitio de instalação do telescópio foram iniciados em 2006, e Itacuruba foi escolhida para receber o observatório por ter o clima seco, com ausência quase total de chuva, localização na latitude sul, além de baixa luminosidade.
A preocupação com a interferência de luzes no céu noturno é tanta que a equipe do Impacton iniciou no município e em cidades vizinhas campanha para que postes de iluminação pública e refletores dos campos de futebol estejam voltados para o solo.
Combinados os critérios técnicos com a possibilidade de parcerias institucionais locais, a implantação do projeto contou com as colaborações da Prefeitura Municipal, do Governo do Estado de Pernambuco, da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, da Associação dos Agropecuaristas Lealdade de Santa Cruz, da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco (SECTEC) e do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITEP), além do apoio da Representação Regional do MCTI no Nordeste.
A área, de 5,0 hectares, poderá receber ainda outras iniciativas de interesse científico do Observatório Nacional. Em setembro de 2008, a Coordenação de Geofísica (COGE/ON) concluiu os seguintes trabalhos no local:

Instalação de uma estação gravimétrica, que passa a integrar a Rede Fundamental Brasileira do Observatório Nacional;
Instalação de uma estação magnética com as medições de declinação magnética, inclinação magnética e intensidade total;
Determinações de azimutes geográfico com giroscópio;
Mapeamento georeferenciado da região com GPS e programas específicos;
Mapeamento georeferenciado da cidade de Itacuruba com GPS e programas específicos;
Varredura magnética na área do projeto com magnetometria;
Modelo digital do terreno;
Instalação de equipamento longo período (magnetotelurica), com registro de 20 dias consecutivos;
Perfis de magnetometria ao redor do sítio.

Reportagem do blog de Dárcio Rabelo 

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