Palestra orienta produtores sobre botulismo


Morte súbita de bovinos com suspeita de botulismo tem preocupado os pecuaristas do Agreste pernambucano. Diante desse quadro, a Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco (Faepe) e o Sindicato Rural de Buíque reúnem criadores em busca de informações para evitar a propagação da enfermidade.

O tema será abordado nesta quarta-feira (22), no município de Buíque, durante palestra ministrada pelo médico veterinário Benito Caraciolo, técnico da Agência de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Adagro).

“Muitos produtores ainda não sabem como a doença é contraída e ocasiona a morte dos animais. Por isso é tão importante conscientizá-los sobre a necessidade de vacinar o rebanho, como principal forma de prevenção do botulismo”, afirma o presidente da Faepe, Pio Guerra.

O gestor ressalta, ainda, que o fator climático está diretamente associado à infestação da doença no Estado, que já enfrenta o seu quinto ano consecutivo de seca. De acordo com o gestor, bovinos confinados também podem adquirir o botulismo quando alimentados com silagem, feno ou ração mal conservados, que possam conter matéria orgânica em decomposição ou carcaças de pequenos mamíferos e aves, que por acidente, possam ter sido incorporados ao alimento no momento da preparação. “Estas condições favorecem a multiplicação da bactéria e produção de grandes quantidades da toxina botulínica”, explica Guerra.

Além disso, reservatórios de água, águas paradas ou açudes contaminados por carcaças de roedores, pequenas aves ou animais silvestres, também podem ser considerados como possíveis fontes de infecção para bovinos a campo e estabulados.

Sintomas
O bovino com botulismo apresenta dificuldade para se deslocar em consequência da paralisia dos membros posteriores, que ao se agravar, a afeta também os membros anteriores. Por isso o animal passa a maior parte do tempo deitado.  

Com a evolução da doença, o animal não consegue mais levantar-se e tem paralisia dos músculos da mastigação, indicada pela incapacidade de apreender e ingerir os alimentos. No estágio mais avançado do botulismo, o animal sente dificuldade para respirar, em decorrência da paralisia flácida progressiva dos músculos esqueléticos, ocasionada pela ação da toxina, embora apresente estado mental e sensorial normal. A morte do animal é antecipada por coma, acompanhado de insuficiência e parada respiratória.
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