Novos cortes devem gerar mais recessão e desemprego, avalia Humberto


A decisão do governo de Michel Temer (PMDB) de realizar o corte de R$ 42,1 bilhões de despesas previstas no orçamento e de acabar com a política de incentivo a 50 setores da indústria levou o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), a fazer duras críticas à condução da economia pelo peemedebista. Para o senador, as medidas devem agravar ainda mais a crise no País.

“Num momento em que as empresas brasileiras precisam de incentivo e que o Brasil pede novos investimentos para que a roda da economia volte a girar, o governo Temer faz exatamente o contrário. O contingenciamento do orçamento e o fim dos incentivos na indústria devem gerar ainda mais recessão e desemprego”, denunciou Humberto.

Os novos cortes são uma tentativa do governo Temer de cumprir a meta fiscal de 2017, que já autoriza a gestão peemedebista a fechar o ano com um déficit de R$ 139 bilhões. As medidas foram anunciadas por conta da brutal redução da arrecadação deste ano, que ampliou o rombo das contas públicas em R$ 58,2 bilhões.

Para Humberto, é a falta de estímulos à economia que vem ampliando a baixa na arrecadação. “É uma conta que não fecha. Não tem incentivo na economia, aumenta a recessão e cai a arrecadação. Vira um ciclo vicioso. É preciso provocar o estímulo para a economia voltar a aquecer. O que o governo Temer está fazendo é provocando mais recessão”, afirmou o senador.

Apesar de concordar que a política de desoneração do governo Dilma foi excessiva, o líder da Oposição avalia que o fim dos incentivos num momento em que o Brasil vive a sua maior crise pode gerar uma nova onda de demissões no País.  “Mais uma vez o trabalhador é vitimado com esses novos cortes. Quando Temer assumiu, ele prometeu fazer um governo de salvação nacional, mas parece que ele está apenas preocupado em salvar a própria pele em meio a tantos escândalos”, ironizou Humberto. 
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