Reeducandos vinculados ao Patronato Penitenciário se destacam no mercado de trabalho


O Patronato Penitenciário, órgão da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), que acompanha o cumprimento da pena no regime aberto e livramento condicional, acompanha também o desempenho dos reeducandos que retornam ao mercado  de trabalho em empresas parceiras do órgão. Nesse acompanhamento, é comum encontrar pessoas que se destacam nas atividades e são promovidas  cargos de confiança, devido a disciplina e pontualidade. 
Edvaldo Félix, 51, é um dessas pessoas. Enfrentou pena de 5 anos e 11 meses, e quando passou para o regime aberto, em 2012, conseguiu uma oportunidade na Algo Bom, fábrica de panos de chão, em Paulista. Passou pelas funções de ajudante de operador, operador de gaiola, distribuindo as linhas para a confecção do pano, e, há um ano, foi promovido a porteiro. 
O trabalho exige muita responsabilidade, mas a equipe de Recursos Humanos da empresa apostou na confiança. "Ele controla tudo que entra e sai na fábrica, inclusive os caminhões de mercadorias", destaca Rosineide Carvalho, coordenadora do RH.
A Algo Bom recebe reeducandos desde 2000. Tem 21 no quadro de funcionários, e 14 que já concluíram a pena e foram contratados no regime CLT.   “Eles saem sem perspectivas e precisam de oportunidade”, ressalta Rosineide. Para Edvaldo, “o momento é de agradecer e se empenhar cada vez mais. Sou grato primeiramente a Deus, a empresa, e agora quero viver com a minha família”.
Outra reeducanda destaque no trabalho é Rita Pedro de Lima, 39, que em 2011 entrou na GI Indústria de Plástico, em Abreu e Lima, para operar máquinas injetoras, que fabricam peças para caixas de descarga. Hoje, contratada no regime CLT, atua no setor de montagem e embalagem, onde é remunerada com pouco mais de um salário mínimo, R$ 968,00, recebe vale transporte e almoça na empresa.

O superintendente do Patronato Penitenciário, Josafá Reis, explica que os reeducandos que trabalham já participaram de palestras e cursos. “Eles entenderam que o caminho para a ressocialização é o trabalho e qualificação”, completa.

Reportagem do Governo do Estado de Pernambuco
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